segunda-feira, 20 de abril de 2009

C3 – O software livre.

O Software Livre teve início em 1983, quando Richard Stallman deu início ao projecto GNU e, posteriormente, à Free Software Foundation. Este tipo de Software pode ser utilizado por qualquer pessoa em qualquer tipo de sistema computacional, tipo de trabalho ou actividade, sem que seja necessário comunicar a qualquer entidade em especial. O Software Livre permite aos usuários rodar, copiar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o software sem restrição sendo apenas necessário, para ser distribuído livremente, ser acompanhado por uma licença de software livre (como a GPL ou a BSD), e com a disponibilização do código-fonte.
Ser livre para fazer essas coisas significa não ter que pedir ou pagar pela permissão. Também temos liberdade para fazer modificações e usá-las em privado, no trabalho ou lazer, e não é obrigatório avisar alguém em particular, ou de nenhum modo em especial. Richard M. Stallman foi o primeiro a formalizar esta maneira de pensar, para o software livre, sobre a forma de quatro liberdades, nomeadamente: a liberdade de executar o programa, para qualquer uso; a liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo às necessidades, em que, o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para essa liberdade. A liberdade de redistribuir cópias com o objectivo de ajudar o próximo; seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa pela distribuição. Apenas deve incluir formas binárias ou executáveis do programa, assim como o código-fonte, tanto para as versões originais quanto para as modificadas. A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade o usufrua. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. Assim, um programa é software livre se os usuários possuírem estas liberdades.
Este tipo de software permite a existência de plataformas de aprendizagem tais como: a nossa blackboard, e mesmo a Moodle. A Moodle é um software para a produção de sítios na Web e disciplinas na internet, é também, um projecto em desenvolvimento desenhado para dar suporte a uma abordagem social construtivista do ensino, do conhecimento. A Moodle distribui-se livremente porque é um software open source (sobre os temas da licença GNU), tem direitos de autor mas oferece algumas liberdades adicionais e pode-se modificar usar e copiar, o Moodle, desde que se aceite:
Facultar o código fonte aos outros,
Não modificar nem eliminar a licença e copyrights originais,
Aplicar esta mesma licença a qualquer software derivado do mesmo.
Terminado este processo, o Moodle pode ser instalado em qualquer computador desde que tenha php e suporte de bases de dados.

Acesso ao filme «O que é o software livre»:

C2 - O contexto institucional da U. M.

A Universidade do Minho (U. M.) desde cedo se aliou às novas tecnologias da comunicação, apercebendo-se da importância e sobretudo da necessidade de docentes, alunos e funcionários acederem aos serviços da Universidade a qualquer hora e em qualquer local, dentro ou fora dos campus. Existe pois, nos tempos modernos, uma crescente necessidade de troca de conhecimento e a Universidade do Minho está na linha da frente ao fazer face a essa necessidade. Por isso foi lançado um processo de reflexão interna sobre o papel das Tecnologias de Informação no suporte à sua missão, no seio do qual se articulou uma visão assente nos seguintes princípios:
- TODOS na e-UM têm existência na net ao nível oficial, de processo e privado;
- TODO o espaço da e-UM é um espaço de conexão à net;
- TODA a comunicação oficial da e-UM é digital;
- TODA a informação preservada da e-UM é-o em formato digital;
- TODOS na e-UM pertencem a uma comunidade de partilha de conhecimento;
- Os campi da e-UM são pólos de contaminação para o desenvolvimento de uma região de conhecimento;
No sentido de concretizar esses objectivos, a U. M. faz-se valer de uma rede Wi-Fi em todos os locais públicos dos campus, em Gualtar e Azurém, bem como nas instalações do Paço. Implementou uma plataforma transversal de E-Learning que serve de apoio aos docentes na publicação de conteúdos programáticos tornando-se uma ferramenta fundamental para os alunos, pois apresenta um vasto leque de serviços electrónicos, facilmente acessíveis.
Um desses serviços e talvez o mais importante, é o RepositóriUM, repositório institucional da Universidade do Minho, criado em Novembro de 2003. Este tem como principal objectivo armazenar, preservar, divulgar e dar acesso, quase ilimitado, à produção intelectual, reunindo deste modo, num único local, um extenso conjunto de publicações científicas, contribuindo assim para uma maior visibilidade, quer interna quer externa, preservando a memória intelectual.

Bibliografia:
http://campusvirtual.uminho.pt/Default.aspx?tabid=4&pageid=21&lang=pt-PT, acedido a 30/03/2009.
https://repositorium.sdum.uminho.pt/about.jsp, acedido a 30/03/2009.

C1 - Ambientes virtuais - O mundo virtual do Second Life.

O Second Life (SL) é um ambiente social 3D em expansão, albergando 5 milhões de habitantes, espalhados por diversas zonas do planeta.
O SL caracteriza-se por ser um jogo que se demarca dos outros por simular um ambiente que, em alguns aspectos, se assemelha à vida real e social do ser humano. Foi desenvolvido em 2003 e actualmente é mantido pela empresa Linden Lab.
Este ambiente virtual foi, e ainda é muitas vezes, entendido como uma forma de entretenimento supérfluo ou futurista. No entanto é necessário contrapor este pré-conceito e mostrar que esta nova realidade pode ser aplicada a áreas muito importantes da nossa «Real Life», como por exemplo, nos negócios e na Educação, no treino militar, na arquitectura, na medicina, na formação técnica e profissional, nas artes e na história.
Em Portugal, Conímbriga Virtual poderá ser a primeira oportunidade de conhecermos e interagirmos com uma nova realidade. Esta dará a possibilidade de conhecermos um passado já desaparecido, mas com todos os seus mistérios e encantos transformados virtualmente.
Para uma melhor aplicação destes mundos em contexto escolar, importa erradicar o estigma associado ao SL que diz respeito à analogia criada entre esta realidade e o jogo.
As soluções educacionais terão que assentar os seus modelos resultantes da fusão entre o real e o virtual (Schostak,1998,2005).
As T.I.C. reportarão alterações na mentalidade dos educadores que, consequentemente, vão fomentar o uso de novos contextos virtuais. Ao nível da educação o SL pode proporcionar um conjunto de experiências que dificilmente os alunos, num contexto tradicional, poderiam observar.
O SL fomenta a criatividade e o espírito critico, fomenta espaços abertos à diferença, lançando sempre novos desafios. A educação já não é mais a transmissão de processamento de informação. Ela constrói-se nas nossas relações comunicacionais.
Na nossa opinião, esta nova perspectiva de carácter pedagógico associado ao SL, constitui uma das suas mais-valias, no sentido em que vai contribuir para uma maior democratização do conhecimento. Nós, enquanto criadores/consumidores de conteúdos, ao aderirmos ao SL estamos a contribuir para uma nova democracia digital à escala mundial.
Nesta medida, o papel da educação é forçosamente objecto de análise, no âmbito das novas tecnologias e com estas os conceitos de pessoa, lugar, comunidade e tempos sofrem alterações. A tecnologia corporiza uma forma de pensamento (Woodward, K, 1980) que orienta as pessoas para uma determinada e nova abordagem do Mundo.
O mundo virtual propicia a interconexão da inteligência colectiva (cibercultura- Pierre Levy- pag.127).