quarta-feira, 13 de maio de 2009

E – Leituras temáticas recomendadas.

  • Livro Pensar Queer: Sexualidade, Cultura e Educação, de Susan Talburt e Shirley R. Steinberg (Orgs).
  • Apresentação das ideias dos autores e comentário crítico da equipa sobre o capítulo escolhido (capítulo 4): Transgressão e o corpo localizado: género, sexo e o professor homossexual.
  • Para além do leitura do capítulo seleccionado para estudo, cada um dos elementos do grupo leu um outro capítulo da obra, de modo a enriquecer ainda mais o comentário crítico.

Índice da obra:

Prefácio: Chegar até aqui - Shirley R. Steinberg > 7-9

Introdução: William F. Pinar > 11-22

Capítulo 1. O pé esquerdo de Dante atira a teoria queer para a engrenagem - Marla Morris > 23-44

Capítulo 2. Política de identidade, resposta institucional e negociação cultural: significados de um gabinete homossexual e lésbico num campus - Susan Talburt > 45-73

Capítulo 3. Uma outra teoria queer: ler a teoria da complexidadecomo um imperativo moral e ético - Brent Davis/Dennis J. Sumara > 75-105

Capítulo 4. Transgressão e corpo localizado: género, sexo e o professor homossexual - Eric Roffes > 107-133

Capítulo 5. Do armário ao curral: neo-estereotipia em In & Out - Shirley R. Steinberg > 135-144

Capítulo 6. Escolhendo alternativas ao Well of Loneliness - Rob Linné > 145-159

Capítulo 7. Nutrindo imagens, paredes sussurrantes: intersecções de identidades e ampliação de poderes no local de trabalho académico - Townsend Prince-Spratlen > 161-174

Reflexão crítica:


O autor assume-se como homossexual e acérrimo defensor da liberalização homossexual, não uma liberalização no sentido de proporcionar direitos iguais entre heterossexuais, homossexuais e lésbicas, mas seguindo uma linha queer com o pressuposto de certificar a existência de modelos familiares que não estão assentes em estruturas tradicionais, comprometidas pelo sexo.
Ser queer significa ser estranho relativamente àquilo que são os padrões comportamentais, tidos como normais pelas culturas dominantes. É estar identificado com um subgrupo de homossexuais, lésbicas e heterossexuais. É ter uma sensibilidade que tenta subverter a aparente nítida relação entre sexo e género. Ser queer acarreta, como consequência, um problema de identidade a quem se encontra nesta zona que divide o homem da mulher.
Assumir-se como homossexual é um acto de coragem, ainda mais numa sociedade que se diz promotora da multiculturalidade, mas que continua a exercer formas de pressão sobre os indivíduos, perpetuando uma cultura hegemónica e desvalorizando as diferentes culturas e minorias, entre as quais a queer.
Para os queer a aparência não está forçosamente relacionada com o género, no entanto, o vestuário assume-se como um meio capaz de dissimular as suas verdadeiras identidades, condicionando as suas práticas, servindo para moldar os corpos biológicos e as experiências culturais de cada um.
O autor encontra-se no centro de um problema: o conflito entre a sua verdadeira personalidade, a sua carreira profissional – professor – e a reacção da sociedade.
De que forma é que ele poderá aproveitar a educação para explorar as tensões emergentes da sua simultaneidade, compreender melhor as intersecções da sua identidade dupla: professor e liberal homossexual e transformar a sociedade numa sociedade sem preconceitos?
A chave está na transformação do espaço escolar em centro de reflexão crítica onde os jovens são dotados de ferramentas para a compreensão dos fenómenos de transgressão, contribuindo assim para uma mudança política e social, através das vias institucionais e não através de manifestações gratuitas.
Para tal é necessário ouvir as experiências dos professores que se identificam com a cultura queer, mas que, na maior parte dos casos, se encontram ainda escondidos «dentro do armário», com medo das represálias que poderão sofrer por parte de superiores hierárquicos, alunos e pais.
Ficar eternamente escondido não parece ser remédio e é talvez mais um acto de reforço de controlo social no campo sexual, contribuindo ainda mais para a repugnância da homossexualidade.
Mas ser queer é também ser subversivo, numa tentativa de enfraquecer as categorias rígidas de identidade, onde a individualidade é um fenómeno contraditório e complexo. É também procurar tornar estranhos os discursos científicos que se apoiam no ideal de corpo e homem perfeito, tentando inverter a aparente relação entre sexualidade e género. É pois, lidar e defender uma teoria da complexidade da ambiguidade comportamental, onde nada pode ser admitido como certo, rejeitando linearmente uma individualidade pura e rígida.
No contexto de sala de aula, torna-se difícil não criar uma relação entre a vida sexual e a identidade do professor, mas o autor esclarece que desde cedo estabeleceu uma ética nas suas relações com os alunos, o que evitou inúmeros problemas. Conseguiu, desta forma, conciliar o seu papel de professor e de activista homossexual, tentando dar uma imagem diferente da classe, contribuindo para mostrar que pode existir simbiose em contexto educativo.
Em jeito de conclusão podemos afirmar que a cultura queer, tal como muitas outras, permanece ainda ofuscada por uma cultura dominante. A maioria dos professores não se assume, com medo de represálias que poderão vir a sofrer, nomeadamente no trabalho, na família e na sociedade e por isso preferem fazer sacrifícios, adoptando estilos de vida que não se coadunam com a sua maneira de ser e de pensar, camuflando a sua personalidade através do vestuário que usam. O verdadeiro ser biológico continua prisioneiro.
Não podemos deixar de salientar que os professores homossexuais conseguem ter a facilidade de poderem ver quais as melhores características de género que se adaptam às diversas situações quotidianas. Tal como refere o autor «A minha energia de macho é útil no estabelecimento de limites (…) A minha energia de mulher é empregue na acessibilidade, no convite à participação…».


Bibliografia:
Roffes, Eric (2007). Transgressão e o corpo localizado: género, sexo e o professor homossexual. In Susan Talburt & Shirley R. Steinberg (Orgs.). Pensar Queer: sexualidade, cultura e educação. Mangualde: Edições Pedagogo, pp. 107-133.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Queer, acedido em 02-04-2009

D - PÉrsonalidade.

Ana Calas

D1 - Podcast video identitário.

Título: PÉrsonalidade.

Sinopse: Esta nanometragem pretende ser um dasafio à imaginação de quem o fez e quem o olha. Visa por intermédio de adereços/utilitários (sapatos do quotidiano), e seus contextos, revelar algumas particularidades da minha personagem.

Estes sapatos vão com a minha cara?


D2 - Reflexão critítica sobre a experiência

Gosto muito de cinema, mas de filmes nem por isso, ser original é um objectivo comum, mas nem todos os filmes o conseguem.
O aspecto mais positivo para a concretização desta experiência é sem dúvida o apelo sistemático à criatividade.
Quando me deparei com o inevitável desafio de elaborar um Podcast fiquei, confesso, simultaneamente preocupada e expectante. Até à sua concretização não houve dia que o assunto não me importunasse os neurónios, mas quando menos esperava, como que por magia, a ideia lá surgiu. O restante desenrolar de toda a operacionalidade foi-se revelando, com alguma naturalidade mesmo jamais ter registado algo acerca de mim em formato digital.
Uma dificuldade com que me deparei logo à priori foi encontrar logística apropriada, mas que porventura os meus amigos a colmataram de imediato.
A elaboração do guião, com uma página A4 também se veio a revelar uma árdua tarefa visto ter resultado numa película de 30m, estando eu confrontada com uma condicionante de difícil exequibilidade, condensar uma tão complexa mensagem em apenas um minuto, com a agravante do meu incipiente amadorismo.
Acto não menos épico o meu, foi o de decidir, qual minuto escolher entre os 23.652.000min (vinte e três milhões, seiscentos e cinquenta e dois mil minutos da minha vida), foi como escolher um cabelo do meu corpo que melhor me definisse, simples? neste mar imenso de possibilidades? A escolha da musica foi igualmente um acorde difícil de conseguir. E em suma todas as dificuldades se vieram a constituir aliciantes.
O que verdadeiramente me faz sentir a chama da felicidade acesa é a constatação do trabalho concluído.
O aspecto menos positivo é ter concluído que afinal outro cabelo escolheria. Mas a vida é assim nunca estarmos satisfeitos, antes tranquilos com o dever cumprido.

GUIÃO

terça-feira, 12 de maio de 2009

D - Momentos de diversão.

Elisabete Rocha


D1 - Podcast vídeo identitário.

Titulo: Momentos de Diversão.

Sinopse: Neste mini-filme apresento algumas actividades que gosto de fazer nos meus tempos livres. As imagens que surgem no filme têm um significado. Assim, através do barco, do lago e dos espaços verdes quero transmitir que gosto de passear em locais tranquilos, como a praia e o campo. O parque infantil foi a forma mais divertida que encontrei para demonstrar que gosto de brincar, de divertir-me, pois, a alegria evita mil males e prolonga a vida.
«A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos».




D2 - Reflexão crítica sobre a experiência

A realização do podcast foi bastante enriquecedora na medida em que aprendi a efectuar e a realizar um filme. Para tal utilizei um software que nunca antes tinha utilizado.
Aspectos positivos:
- Foi uma actividade interessante e dinâminca;
- Aprendi a trabalhar com um novo software.
Aspectos negativos:
- Dificuldades no tempo, pois realizar um filme em um minuto é complicado;
- Dificuldades em trabalhar com o programa escolhido.

GUIÃO

segunda-feira, 11 de maio de 2009

D - A viagem dos meus sonhos.


Lúcia Rebelo

D1 - Podcast video identitário


Título: A viagem dos meus sonhos.


Sinopse: A ideia de realizar um poadcast e tê-lo titulado de, «A viagem dos meus sonhos», prende-se com o facto de gostar imenso de viajar. Concebe-lo desta forma foi uma brincadeira. O que vem comprovar que é possível através do trabalho, brincar e ser-se criativo.
Contudo, viajar é na realidade algo de que gosto muito, mas, como neste momento é difícil concretizar algumas viagens com que sempre sonhei, embora acordada, resta-me continuar a sonhar…



D2- Reflexão critíca sobre a experiência

Elaborar um filme não é tão fácil quanto parece. Mas, elaborá-lo com a duração de apenas 1 minuto ainda se torna mais complicado. Hoje, compreendo comentários que ao longo do tempo fui ouvindo de alguns realizadores de cinema quando diziam «a maior parte das pessoas não imagina o trabalho que dá realizar 1, 2 ou 3 minutos de filme».
No entanto, a realização do meu podcast foi para mim uma experiência inovadora:
-Proporcionou-me a oportunidade de pôr à prova a minha criatividade;
-Dando-me a conhecer meios audiovisuais e ferramentas multimédia, suas diversificadas aplicações, funcionando como um desafio à criatividade.
Contudo, confesso que foi extremamente difícil:
-Trabalhar com o software que escolhi para a elaboração do podcast;
-Conseguir elaborá-lo somente em 1 minuto.


GUIÃO


D - Eu...

Fernanda Vieira

D1 - Podcast vídeo identitário

Título: Eu

SINOPSE: Neste pouco mais de um minuto, quem visualizar o diaporama ficará com uma ideia de quem sou EU…

D2 - Reflexão crítica sobre a experiência

Fiquei em «pânico» quando soube que tinha que realizar um podcast identitário, mesmo sendo de apenas 1 minuto. Ao fim de algumas tentativas frustradas, e como não gosto de me ver em filmes, optei por fazer um videograma.
Para mim, que tenho um «problema de relacionamento» com as novas tecnologias, foi extremamente difícil fazer o videograma, tanto em termos técnicos, como em termos de tempo, pois quando me apercebi, já tinha um filme de 4 minutos.
Os aspectos positivos a salientar são:
-o facto de ter sido obrigada a trabalhar com novas ferramentas audiovisuais;
-o gosto (à mistura com o nervosismo e a ansiedade) que a actividade me proporcionou, ao ponto de já ter feito mais algumas «brincadeiras» do género, com fotos dos meus filhos quando eram bebés.

D - Eu,... Sou Eu!

Joaquim Loureiro


D1 – Podcast vídeo identitário

Título: Eu,… Sou Eu

Sínopse: Cada pessoa é única e eu não fujo à regra. Tenho as minhas ideias, os meus gostos e os meus passatempos.
Fazer um podcast identitário, para mim, é elaborar algo que me identifique e que esteja relacionado com a minha personalidade e vivência quotidiana.
Algo que seja pessoal e intransmissível!





D2 - Reflexão crítica sobre a experiência

Fazer um filme com «apenas» um minuto parece ser muito fácil e rápido, mas, ao elaborar o trabalho constatei que não é bem assim. Há toda uma série de passos que temos que seguir para que o nosso objectivo seja conseguido.
Há que ter espírito de síntese, ser conciso e objectivo. Temos que ter o engenho de saber coordenar as diferentes partes constituintes do filme: as fotografias, as filmagens, as gravações de som e as músicas. Tudo tem um tempo e um lugar certo!
Os dois aspectos positivos que destaco nesta actividade são:
- A possibilidade de explorar novas ferramentas multimédia, conhecendo e aproveitando melhor as suas potencialidades, para utilização futura no nosso papel de educadores.
- Tornar o nosso portefólio digital mais atractivo.
Os dois aspectos negativos foram:
- A limitação do tempo destinado para o filme (um minuto).
- As dificuldades encontradas na escolha de um programa adequado para a realização do filme.


GUIÃO



domingo, 10 de maio de 2009

D - 1 Minuto de Paixão.

Susana Antunes


D1 - Podcast video identitário

Titulo: 1 minuto de paixão.

Sinopse: Com este pequeno vídeo tenho a humilde pretensão de mostrar uma das coisas que eu mais gosto, uma das minhas paixões. O privar de perto (se possível, de muito perto) com um animal que acredito ser inteligente… elegante…imponente…o CAVALO.





D2 - Reflexão crítica sobre a experiência

Pois é, pensei eu, nunca fiz nada parecido pelo que não vai ser fácil.
O maior problema com que me deparei, e durante bastante tempo, foi na génese do filme. As ideias eram parcas, o tempo urgia e a minha imaginação era um deserto de ideias. Quanto eu mais me esforçava, mais longe parecia estar a solução. A chama das ideias ia-se apagando progressivamente e não via forma de sair deste impasse. Até que, como normalmente acontece, num momento de descontracção a «solução» tornou-se tão óbvia que dei por mim zangada por não me ter lembrado há mais tempo. Desde que me lembro, uma das paixões da minha vida, sempre foi o tema desta curta-metragem.
Pode parecer um contra-senso, mas os dois aspectos negativos a salientar desta experiência tornaram-se também nos aspectos mais positivos da mesma.

Limite de tempo VS Autodisciplina
O limite de tempo foi na realidade o mais difícil de gerir. A realização desta curta-metragem num minuto foi de facto um esforço hercúleo.
A autodisciplina imposta pelo «mesmo minuto» veio apelar ao meu poder de síntese e objectividade, que serão sempre importantes em qualquer actividade que venha a desempenhar.

Falta de experiência VS Conhecimento
A falta de experiência, como disse na abertura desta reflexão, associada à árdua tarefa de entrosamento com os variados programas que achei necessário para levar a bom porto este trabalho, foram alguns dos obstáculos encontrados.
O conhecimento, parafraseando Sun-Tzu, «Usa e serás Mestre», é uma verdade irrefutável quer no longínquo século XVIII quer no século das tecnologias. De facto, o que me levou longas horas na produção desta curta-metragem, levaria agora apenas algumas dezenas de minutos. O saber procurar as várias ferramentas adequadas e o seu próprio «manuseamento» dotou-me de um «know-how» que certamente será importante no futuro.

Guião