quarta-feira, 13 de maio de 2009

E – Leituras temáticas recomendadas.

  • Livro Pensar Queer: Sexualidade, Cultura e Educação, de Susan Talburt e Shirley R. Steinberg (Orgs).
  • Apresentação das ideias dos autores e comentário crítico da equipa sobre o capítulo escolhido (capítulo 4): Transgressão e o corpo localizado: género, sexo e o professor homossexual.
  • Para além do leitura do capítulo seleccionado para estudo, cada um dos elementos do grupo leu um outro capítulo da obra, de modo a enriquecer ainda mais o comentário crítico.

Índice da obra:

Prefácio: Chegar até aqui - Shirley R. Steinberg > 7-9

Introdução: William F. Pinar > 11-22

Capítulo 1. O pé esquerdo de Dante atira a teoria queer para a engrenagem - Marla Morris > 23-44

Capítulo 2. Política de identidade, resposta institucional e negociação cultural: significados de um gabinete homossexual e lésbico num campus - Susan Talburt > 45-73

Capítulo 3. Uma outra teoria queer: ler a teoria da complexidadecomo um imperativo moral e ético - Brent Davis/Dennis J. Sumara > 75-105

Capítulo 4. Transgressão e corpo localizado: género, sexo e o professor homossexual - Eric Roffes > 107-133

Capítulo 5. Do armário ao curral: neo-estereotipia em In & Out - Shirley R. Steinberg > 135-144

Capítulo 6. Escolhendo alternativas ao Well of Loneliness - Rob Linné > 145-159

Capítulo 7. Nutrindo imagens, paredes sussurrantes: intersecções de identidades e ampliação de poderes no local de trabalho académico - Townsend Prince-Spratlen > 161-174

Reflexão crítica:


O autor assume-se como homossexual e acérrimo defensor da liberalização homossexual, não uma liberalização no sentido de proporcionar direitos iguais entre heterossexuais, homossexuais e lésbicas, mas seguindo uma linha queer com o pressuposto de certificar a existência de modelos familiares que não estão assentes em estruturas tradicionais, comprometidas pelo sexo.
Ser queer significa ser estranho relativamente àquilo que são os padrões comportamentais, tidos como normais pelas culturas dominantes. É estar identificado com um subgrupo de homossexuais, lésbicas e heterossexuais. É ter uma sensibilidade que tenta subverter a aparente nítida relação entre sexo e género. Ser queer acarreta, como consequência, um problema de identidade a quem se encontra nesta zona que divide o homem da mulher.
Assumir-se como homossexual é um acto de coragem, ainda mais numa sociedade que se diz promotora da multiculturalidade, mas que continua a exercer formas de pressão sobre os indivíduos, perpetuando uma cultura hegemónica e desvalorizando as diferentes culturas e minorias, entre as quais a queer.
Para os queer a aparência não está forçosamente relacionada com o género, no entanto, o vestuário assume-se como um meio capaz de dissimular as suas verdadeiras identidades, condicionando as suas práticas, servindo para moldar os corpos biológicos e as experiências culturais de cada um.
O autor encontra-se no centro de um problema: o conflito entre a sua verdadeira personalidade, a sua carreira profissional – professor – e a reacção da sociedade.
De que forma é que ele poderá aproveitar a educação para explorar as tensões emergentes da sua simultaneidade, compreender melhor as intersecções da sua identidade dupla: professor e liberal homossexual e transformar a sociedade numa sociedade sem preconceitos?
A chave está na transformação do espaço escolar em centro de reflexão crítica onde os jovens são dotados de ferramentas para a compreensão dos fenómenos de transgressão, contribuindo assim para uma mudança política e social, através das vias institucionais e não através de manifestações gratuitas.
Para tal é necessário ouvir as experiências dos professores que se identificam com a cultura queer, mas que, na maior parte dos casos, se encontram ainda escondidos «dentro do armário», com medo das represálias que poderão sofrer por parte de superiores hierárquicos, alunos e pais.
Ficar eternamente escondido não parece ser remédio e é talvez mais um acto de reforço de controlo social no campo sexual, contribuindo ainda mais para a repugnância da homossexualidade.
Mas ser queer é também ser subversivo, numa tentativa de enfraquecer as categorias rígidas de identidade, onde a individualidade é um fenómeno contraditório e complexo. É também procurar tornar estranhos os discursos científicos que se apoiam no ideal de corpo e homem perfeito, tentando inverter a aparente relação entre sexualidade e género. É pois, lidar e defender uma teoria da complexidade da ambiguidade comportamental, onde nada pode ser admitido como certo, rejeitando linearmente uma individualidade pura e rígida.
No contexto de sala de aula, torna-se difícil não criar uma relação entre a vida sexual e a identidade do professor, mas o autor esclarece que desde cedo estabeleceu uma ética nas suas relações com os alunos, o que evitou inúmeros problemas. Conseguiu, desta forma, conciliar o seu papel de professor e de activista homossexual, tentando dar uma imagem diferente da classe, contribuindo para mostrar que pode existir simbiose em contexto educativo.
Em jeito de conclusão podemos afirmar que a cultura queer, tal como muitas outras, permanece ainda ofuscada por uma cultura dominante. A maioria dos professores não se assume, com medo de represálias que poderão vir a sofrer, nomeadamente no trabalho, na família e na sociedade e por isso preferem fazer sacrifícios, adoptando estilos de vida que não se coadunam com a sua maneira de ser e de pensar, camuflando a sua personalidade através do vestuário que usam. O verdadeiro ser biológico continua prisioneiro.
Não podemos deixar de salientar que os professores homossexuais conseguem ter a facilidade de poderem ver quais as melhores características de género que se adaptam às diversas situações quotidianas. Tal como refere o autor «A minha energia de macho é útil no estabelecimento de limites (…) A minha energia de mulher é empregue na acessibilidade, no convite à participação…».


Bibliografia:
Roffes, Eric (2007). Transgressão e o corpo localizado: género, sexo e o professor homossexual. In Susan Talburt & Shirley R. Steinberg (Orgs.). Pensar Queer: sexualidade, cultura e educação. Mangualde: Edições Pedagogo, pp. 107-133.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Queer, acedido em 02-04-2009

D - PÉrsonalidade.

Ana Calas

D1 - Podcast video identitário.

Título: PÉrsonalidade.

Sinopse: Esta nanometragem pretende ser um dasafio à imaginação de quem o fez e quem o olha. Visa por intermédio de adereços/utilitários (sapatos do quotidiano), e seus contextos, revelar algumas particularidades da minha personagem.

Estes sapatos vão com a minha cara?


D2 - Reflexão critítica sobre a experiência

Gosto muito de cinema, mas de filmes nem por isso, ser original é um objectivo comum, mas nem todos os filmes o conseguem.
O aspecto mais positivo para a concretização desta experiência é sem dúvida o apelo sistemático à criatividade.
Quando me deparei com o inevitável desafio de elaborar um Podcast fiquei, confesso, simultaneamente preocupada e expectante. Até à sua concretização não houve dia que o assunto não me importunasse os neurónios, mas quando menos esperava, como que por magia, a ideia lá surgiu. O restante desenrolar de toda a operacionalidade foi-se revelando, com alguma naturalidade mesmo jamais ter registado algo acerca de mim em formato digital.
Uma dificuldade com que me deparei logo à priori foi encontrar logística apropriada, mas que porventura os meus amigos a colmataram de imediato.
A elaboração do guião, com uma página A4 também se veio a revelar uma árdua tarefa visto ter resultado numa película de 30m, estando eu confrontada com uma condicionante de difícil exequibilidade, condensar uma tão complexa mensagem em apenas um minuto, com a agravante do meu incipiente amadorismo.
Acto não menos épico o meu, foi o de decidir, qual minuto escolher entre os 23.652.000min (vinte e três milhões, seiscentos e cinquenta e dois mil minutos da minha vida), foi como escolher um cabelo do meu corpo que melhor me definisse, simples? neste mar imenso de possibilidades? A escolha da musica foi igualmente um acorde difícil de conseguir. E em suma todas as dificuldades se vieram a constituir aliciantes.
O que verdadeiramente me faz sentir a chama da felicidade acesa é a constatação do trabalho concluído.
O aspecto menos positivo é ter concluído que afinal outro cabelo escolheria. Mas a vida é assim nunca estarmos satisfeitos, antes tranquilos com o dever cumprido.

GUIÃO

terça-feira, 12 de maio de 2009

D - Momentos de diversão.

Elisabete Rocha


D1 - Podcast vídeo identitário.

Titulo: Momentos de Diversão.

Sinopse: Neste mini-filme apresento algumas actividades que gosto de fazer nos meus tempos livres. As imagens que surgem no filme têm um significado. Assim, através do barco, do lago e dos espaços verdes quero transmitir que gosto de passear em locais tranquilos, como a praia e o campo. O parque infantil foi a forma mais divertida que encontrei para demonstrar que gosto de brincar, de divertir-me, pois, a alegria evita mil males e prolonga a vida.
«A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos».




D2 - Reflexão crítica sobre a experiência

A realização do podcast foi bastante enriquecedora na medida em que aprendi a efectuar e a realizar um filme. Para tal utilizei um software que nunca antes tinha utilizado.
Aspectos positivos:
- Foi uma actividade interessante e dinâminca;
- Aprendi a trabalhar com um novo software.
Aspectos negativos:
- Dificuldades no tempo, pois realizar um filme em um minuto é complicado;
- Dificuldades em trabalhar com o programa escolhido.

GUIÃO

segunda-feira, 11 de maio de 2009

D - A viagem dos meus sonhos.


Lúcia Rebelo

D1 - Podcast video identitário


Título: A viagem dos meus sonhos.


Sinopse: A ideia de realizar um poadcast e tê-lo titulado de, «A viagem dos meus sonhos», prende-se com o facto de gostar imenso de viajar. Concebe-lo desta forma foi uma brincadeira. O que vem comprovar que é possível através do trabalho, brincar e ser-se criativo.
Contudo, viajar é na realidade algo de que gosto muito, mas, como neste momento é difícil concretizar algumas viagens com que sempre sonhei, embora acordada, resta-me continuar a sonhar…



D2- Reflexão critíca sobre a experiência

Elaborar um filme não é tão fácil quanto parece. Mas, elaborá-lo com a duração de apenas 1 minuto ainda se torna mais complicado. Hoje, compreendo comentários que ao longo do tempo fui ouvindo de alguns realizadores de cinema quando diziam «a maior parte das pessoas não imagina o trabalho que dá realizar 1, 2 ou 3 minutos de filme».
No entanto, a realização do meu podcast foi para mim uma experiência inovadora:
-Proporcionou-me a oportunidade de pôr à prova a minha criatividade;
-Dando-me a conhecer meios audiovisuais e ferramentas multimédia, suas diversificadas aplicações, funcionando como um desafio à criatividade.
Contudo, confesso que foi extremamente difícil:
-Trabalhar com o software que escolhi para a elaboração do podcast;
-Conseguir elaborá-lo somente em 1 minuto.


GUIÃO


D - Eu...

Fernanda Vieira

D1 - Podcast vídeo identitário

Título: Eu

SINOPSE: Neste pouco mais de um minuto, quem visualizar o diaporama ficará com uma ideia de quem sou EU…

D2 - Reflexão crítica sobre a experiência

Fiquei em «pânico» quando soube que tinha que realizar um podcast identitário, mesmo sendo de apenas 1 minuto. Ao fim de algumas tentativas frustradas, e como não gosto de me ver em filmes, optei por fazer um videograma.
Para mim, que tenho um «problema de relacionamento» com as novas tecnologias, foi extremamente difícil fazer o videograma, tanto em termos técnicos, como em termos de tempo, pois quando me apercebi, já tinha um filme de 4 minutos.
Os aspectos positivos a salientar são:
-o facto de ter sido obrigada a trabalhar com novas ferramentas audiovisuais;
-o gosto (à mistura com o nervosismo e a ansiedade) que a actividade me proporcionou, ao ponto de já ter feito mais algumas «brincadeiras» do género, com fotos dos meus filhos quando eram bebés.

D - Eu,... Sou Eu!

Joaquim Loureiro


D1 – Podcast vídeo identitário

Título: Eu,… Sou Eu

Sínopse: Cada pessoa é única e eu não fujo à regra. Tenho as minhas ideias, os meus gostos e os meus passatempos.
Fazer um podcast identitário, para mim, é elaborar algo que me identifique e que esteja relacionado com a minha personalidade e vivência quotidiana.
Algo que seja pessoal e intransmissível!





D2 - Reflexão crítica sobre a experiência

Fazer um filme com «apenas» um minuto parece ser muito fácil e rápido, mas, ao elaborar o trabalho constatei que não é bem assim. Há toda uma série de passos que temos que seguir para que o nosso objectivo seja conseguido.
Há que ter espírito de síntese, ser conciso e objectivo. Temos que ter o engenho de saber coordenar as diferentes partes constituintes do filme: as fotografias, as filmagens, as gravações de som e as músicas. Tudo tem um tempo e um lugar certo!
Os dois aspectos positivos que destaco nesta actividade são:
- A possibilidade de explorar novas ferramentas multimédia, conhecendo e aproveitando melhor as suas potencialidades, para utilização futura no nosso papel de educadores.
- Tornar o nosso portefólio digital mais atractivo.
Os dois aspectos negativos foram:
- A limitação do tempo destinado para o filme (um minuto).
- As dificuldades encontradas na escolha de um programa adequado para a realização do filme.


GUIÃO



domingo, 10 de maio de 2009

D - 1 Minuto de Paixão.

Susana Antunes


D1 - Podcast video identitário

Titulo: 1 minuto de paixão.

Sinopse: Com este pequeno vídeo tenho a humilde pretensão de mostrar uma das coisas que eu mais gosto, uma das minhas paixões. O privar de perto (se possível, de muito perto) com um animal que acredito ser inteligente… elegante…imponente…o CAVALO.





D2 - Reflexão crítica sobre a experiência

Pois é, pensei eu, nunca fiz nada parecido pelo que não vai ser fácil.
O maior problema com que me deparei, e durante bastante tempo, foi na génese do filme. As ideias eram parcas, o tempo urgia e a minha imaginação era um deserto de ideias. Quanto eu mais me esforçava, mais longe parecia estar a solução. A chama das ideias ia-se apagando progressivamente e não via forma de sair deste impasse. Até que, como normalmente acontece, num momento de descontracção a «solução» tornou-se tão óbvia que dei por mim zangada por não me ter lembrado há mais tempo. Desde que me lembro, uma das paixões da minha vida, sempre foi o tema desta curta-metragem.
Pode parecer um contra-senso, mas os dois aspectos negativos a salientar desta experiência tornaram-se também nos aspectos mais positivos da mesma.

Limite de tempo VS Autodisciplina
O limite de tempo foi na realidade o mais difícil de gerir. A realização desta curta-metragem num minuto foi de facto um esforço hercúleo.
A autodisciplina imposta pelo «mesmo minuto» veio apelar ao meu poder de síntese e objectividade, que serão sempre importantes em qualquer actividade que venha a desempenhar.

Falta de experiência VS Conhecimento
A falta de experiência, como disse na abertura desta reflexão, associada à árdua tarefa de entrosamento com os variados programas que achei necessário para levar a bom porto este trabalho, foram alguns dos obstáculos encontrados.
O conhecimento, parafraseando Sun-Tzu, «Usa e serás Mestre», é uma verdade irrefutável quer no longínquo século XVIII quer no século das tecnologias. De facto, o que me levou longas horas na produção desta curta-metragem, levaria agora apenas algumas dezenas de minutos. O saber procurar as várias ferramentas adequadas e o seu próprio «manuseamento» dotou-me de um «know-how» que certamente será importante no futuro.

Guião




segunda-feira, 20 de abril de 2009

C3 – O software livre.

O Software Livre teve início em 1983, quando Richard Stallman deu início ao projecto GNU e, posteriormente, à Free Software Foundation. Este tipo de Software pode ser utilizado por qualquer pessoa em qualquer tipo de sistema computacional, tipo de trabalho ou actividade, sem que seja necessário comunicar a qualquer entidade em especial. O Software Livre permite aos usuários rodar, copiar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o software sem restrição sendo apenas necessário, para ser distribuído livremente, ser acompanhado por uma licença de software livre (como a GPL ou a BSD), e com a disponibilização do código-fonte.
Ser livre para fazer essas coisas significa não ter que pedir ou pagar pela permissão. Também temos liberdade para fazer modificações e usá-las em privado, no trabalho ou lazer, e não é obrigatório avisar alguém em particular, ou de nenhum modo em especial. Richard M. Stallman foi o primeiro a formalizar esta maneira de pensar, para o software livre, sobre a forma de quatro liberdades, nomeadamente: a liberdade de executar o programa, para qualquer uso; a liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo às necessidades, em que, o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para essa liberdade. A liberdade de redistribuir cópias com o objectivo de ajudar o próximo; seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa pela distribuição. Apenas deve incluir formas binárias ou executáveis do programa, assim como o código-fonte, tanto para as versões originais quanto para as modificadas. A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade o usufrua. O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. Assim, um programa é software livre se os usuários possuírem estas liberdades.
Este tipo de software permite a existência de plataformas de aprendizagem tais como: a nossa blackboard, e mesmo a Moodle. A Moodle é um software para a produção de sítios na Web e disciplinas na internet, é também, um projecto em desenvolvimento desenhado para dar suporte a uma abordagem social construtivista do ensino, do conhecimento. A Moodle distribui-se livremente porque é um software open source (sobre os temas da licença GNU), tem direitos de autor mas oferece algumas liberdades adicionais e pode-se modificar usar e copiar, o Moodle, desde que se aceite:
Facultar o código fonte aos outros,
Não modificar nem eliminar a licença e copyrights originais,
Aplicar esta mesma licença a qualquer software derivado do mesmo.
Terminado este processo, o Moodle pode ser instalado em qualquer computador desde que tenha php e suporte de bases de dados.

Acesso ao filme «O que é o software livre»:

C2 - O contexto institucional da U. M.

A Universidade do Minho (U. M.) desde cedo se aliou às novas tecnologias da comunicação, apercebendo-se da importância e sobretudo da necessidade de docentes, alunos e funcionários acederem aos serviços da Universidade a qualquer hora e em qualquer local, dentro ou fora dos campus. Existe pois, nos tempos modernos, uma crescente necessidade de troca de conhecimento e a Universidade do Minho está na linha da frente ao fazer face a essa necessidade. Por isso foi lançado um processo de reflexão interna sobre o papel das Tecnologias de Informação no suporte à sua missão, no seio do qual se articulou uma visão assente nos seguintes princípios:
- TODOS na e-UM têm existência na net ao nível oficial, de processo e privado;
- TODO o espaço da e-UM é um espaço de conexão à net;
- TODA a comunicação oficial da e-UM é digital;
- TODA a informação preservada da e-UM é-o em formato digital;
- TODOS na e-UM pertencem a uma comunidade de partilha de conhecimento;
- Os campi da e-UM são pólos de contaminação para o desenvolvimento de uma região de conhecimento;
No sentido de concretizar esses objectivos, a U. M. faz-se valer de uma rede Wi-Fi em todos os locais públicos dos campus, em Gualtar e Azurém, bem como nas instalações do Paço. Implementou uma plataforma transversal de E-Learning que serve de apoio aos docentes na publicação de conteúdos programáticos tornando-se uma ferramenta fundamental para os alunos, pois apresenta um vasto leque de serviços electrónicos, facilmente acessíveis.
Um desses serviços e talvez o mais importante, é o RepositóriUM, repositório institucional da Universidade do Minho, criado em Novembro de 2003. Este tem como principal objectivo armazenar, preservar, divulgar e dar acesso, quase ilimitado, à produção intelectual, reunindo deste modo, num único local, um extenso conjunto de publicações científicas, contribuindo assim para uma maior visibilidade, quer interna quer externa, preservando a memória intelectual.

Bibliografia:
http://campusvirtual.uminho.pt/Default.aspx?tabid=4&pageid=21&lang=pt-PT, acedido a 30/03/2009.
https://repositorium.sdum.uminho.pt/about.jsp, acedido a 30/03/2009.

C1 - Ambientes virtuais - O mundo virtual do Second Life.

O Second Life (SL) é um ambiente social 3D em expansão, albergando 5 milhões de habitantes, espalhados por diversas zonas do planeta.
O SL caracteriza-se por ser um jogo que se demarca dos outros por simular um ambiente que, em alguns aspectos, se assemelha à vida real e social do ser humano. Foi desenvolvido em 2003 e actualmente é mantido pela empresa Linden Lab.
Este ambiente virtual foi, e ainda é muitas vezes, entendido como uma forma de entretenimento supérfluo ou futurista. No entanto é necessário contrapor este pré-conceito e mostrar que esta nova realidade pode ser aplicada a áreas muito importantes da nossa «Real Life», como por exemplo, nos negócios e na Educação, no treino militar, na arquitectura, na medicina, na formação técnica e profissional, nas artes e na história.
Em Portugal, Conímbriga Virtual poderá ser a primeira oportunidade de conhecermos e interagirmos com uma nova realidade. Esta dará a possibilidade de conhecermos um passado já desaparecido, mas com todos os seus mistérios e encantos transformados virtualmente.
Para uma melhor aplicação destes mundos em contexto escolar, importa erradicar o estigma associado ao SL que diz respeito à analogia criada entre esta realidade e o jogo.
As soluções educacionais terão que assentar os seus modelos resultantes da fusão entre o real e o virtual (Schostak,1998,2005).
As T.I.C. reportarão alterações na mentalidade dos educadores que, consequentemente, vão fomentar o uso de novos contextos virtuais. Ao nível da educação o SL pode proporcionar um conjunto de experiências que dificilmente os alunos, num contexto tradicional, poderiam observar.
O SL fomenta a criatividade e o espírito critico, fomenta espaços abertos à diferença, lançando sempre novos desafios. A educação já não é mais a transmissão de processamento de informação. Ela constrói-se nas nossas relações comunicacionais.
Na nossa opinião, esta nova perspectiva de carácter pedagógico associado ao SL, constitui uma das suas mais-valias, no sentido em que vai contribuir para uma maior democratização do conhecimento. Nós, enquanto criadores/consumidores de conteúdos, ao aderirmos ao SL estamos a contribuir para uma nova democracia digital à escala mundial.
Nesta medida, o papel da educação é forçosamente objecto de análise, no âmbito das novas tecnologias e com estas os conceitos de pessoa, lugar, comunidade e tempos sofrem alterações. A tecnologia corporiza uma forma de pensamento (Woodward, K, 1980) que orienta as pessoas para uma determinada e nova abordagem do Mundo.
O mundo virtual propicia a interconexão da inteligência colectiva (cibercultura- Pierre Levy- pag.127).

terça-feira, 31 de março de 2009

B2 - Linha Temporal do filme EPIC 2014.

B1 – Análise e comentário reflexivo do filme EPIC 2014.

(Em associação com o filme «The Machine is Us» e o extracto «Saramago e Janela da Alma»)

O filme EPIC 2014 testemunha a dimensão gigantesca das tecnologias e a sua vertiginosa evolução. Marca a passagem de uma sociedade industrializada para uma sociedade de informação/conhecimento. Explica como, cada vez mais, num curto espaço de tempo, uma novidade se torna obsoleta evidenciando o poder incontornável da adaptabilidade humana.
Com todas estas modificações crescentes, parece natural que todos nos sintamos ainda aturdidos e não menos expectantes quanto ao nosso incerto futuro após 2015. EPIC, patenteia ainda a nossa vulnerabilidade e impotência face ao domínio das novas tecnologias no controle subtil da nossa individualidade.
A possibilidade de aceder à informação no momento é uma das consequências das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no nosso dia-a-dia, com reflexos importantíssimos na nossa educação. Informação escrita, de imagem, de som e de vídeo, permitem-nos aceder a um sem número de possibilidades de um mundo que, apesar de ser virtual, tem reflexos na realidade.
Será que o EPIC nos quer dizer que as TIC personalizam a informação de cada usuário, utilizando para fins não muito claros, as suas escolhas, os seus hábitos de consumo, os seus interesses e a sua rede social?
Está em causa o monopólio e manipulação da informação, muitas das vezes falsa e sensacionalista, com vista a atingir um dos direitos fundamentais de cada cidadão: a sua liberdade.
A democratização/globalização, expressões politicamente correctas das TIC, na verdade, não são mais que a sua massificação. Esta situação esconde o perigo do controlo mundial que as grandes empresas multinacionais podem exercer nas sociedades, bem como o emergir de novas formas de pensamento que poderão ser impostas subtilmente aos cidadãos. A globalização poderá tender para a uniformização: do indivíduo e da sociedade.
Este é o totalitarismo sem rosto a que José Saramago se refere em «Janela da alma». A máquina invisível que nos empurra, que nos direcciona a todos no mesmo sentido. É esta pressão ou força brutal que nos torna todos iguais, porque, acríticos, nos mantém escravos numa caverna globalmente planetária. Agora o Homem vive na escravatura das suas próprias ilusões, fantasias e ideais onde o que interessa são, unicamente, os bens materiais. Tudo isto em nosso favor ou a favor da saúde económica das multinacionais, especialistas em produzir desejos e necessidades supérfluas?
«The machin is Us» é, em si mesmo, um excelente exemplo da potencialidade da Web 2.0, contudo aconselha-se prudência. O filme deverá fazer as pessoas reflectirem sobre a sua relação com as tecnologias. Será que estamos a alimentar a máquina? Ou é a máquina que nos usa a nós?
O vídeo examina as mudanças que a tecnologia on-line traz à interacção humana, mostrando a evolução da World Wide Web e as suas implicações sociais e económicas. Estar em rede foi, é e será sempre uma oportunidade, que poderá ser usada em nosso favor, ou, mais frequentemente contra nós, pois poderemos ser programados por alguém que nos conhece muito bem.
A prudência apela para que o desenvolvimento quantitativo que as novas tecnologias nos proporcionam, possa desembocar num retrocesso qualitativo que, no pior dos cenários, vislumbre a extinção da espécie humana tal qual a conhecemos.
Mesmo com as TIC, o mundo continua substancialmente o mesmo: nas desigualdades, na fome, na guerra, na pobreza e na manipulação dos mais vulneráveis. Esta pode ser também a cegueira a que José Saramago se refere, uma cegueira branca, antítese do nada do escuro, mas plena de tudo que a força da luz teima em ofuscar.
Acesso ao filme «EPIC 2014»:
Acesso ao filme «The Machine is Us»:
Acesso ao extracto «Saramago e Janela da Alma»:

A3 – Reflexão sobre o potencial da blogosfera.

Entende-se por blogosfera o conjunto de todos os blogues que existem e que criam uma rede ou comunidade à escala mundial.
Sendo o blogue um espaço onde cada indivíduo pode escrever – de forma rápida, sem limitações, a qualquer hora e em qualquer lugar – aquilo que pensa, que sabe ou que sente, colocando essa informação em tempo real ao alcance de toda a comunidade de internautas, podemos afirmar que o seu potencial é imenso.
Tais potencialidades acarretam sempre vantagens e inconvenientes. Se por um lado, do ponto de vista educacional, a blogosfera assume-se como um efectivo meio de transmissão de conhecimento pela sua rapidez e facilidade de acesso, naturalmente que outros pontos de vista têm que ser tidos em conta: a fiabilidade, intencionalidade e veracidade das informações.
Hoje em dia muitas são as pessoas que possuem blogues, desde o comum dos mortais, até ao cientista, político ou jornalista. Se uns o utilizam por simples prazer, outros terão certamente segundas intenções, podendo usá-lo para controlar as consciências daqueles que não estão atentos e que, alienados do mundo real, são facilmente manipulados.
Temos a certeza porém que os blogues são espaços de excelência onde os indivíduos poderão, para além de assimilar conhecimentos, desenvolver, acima de tudo, o seu espírito crítico e o seu poder argumentativo.

Bibliografia:
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=653457, acedido em 22-03-2009
http://jpn.icicom.up.pt/2007/04/13/licenciatura_de_socrates_suscita_debate_sobre_blogues_e_jornalismo.html, acedido em 22-03-2009
http://pt.wikipedia.org/wiki/Blogosfera, acedido em 22-03-2009
http://uminhoeducacao.blogspot.com/2008/03/o-potencial-da-blogosfera-para-aprender.html, acedido em 22-03-2009
LANKSHEAR, Colin; KNOBEL, Michele (2006). Mundos Weblog e Construções de uma Escrita Eficiente e Poderosa: Atravessar com cuidado, e apenas onde os sinais o permitam. In João M. Paraskeva & Lia Raquel Oliveira (Orgs.). Currículo e Tecnologia Educativa. Mangualde: Edições Pedagogo, Lda., pp. 97-121.

A2 – Dificuldades e soluções encontradas.

Foi na personalização do blogue que encontrámos algumas dificuldades, nomeadamente na atribuição de permissões aos elementos do grupo e na colocação de algumas ferramentas, tais como o relógio e a mensagem de explicação do porquê do blogue.
Tais contratempos foram possíveis de ultrapassar através da experimentação sucessiva, de uma leitura mais atenta das mensagens explicativas que estão associadas a cada aplicação e de algumas dicas fornecidas pela docente.
De salientar que como alguns dos elementos do grupo não tinham um email do Gmail (Google) tiveram que o criar, de modo a facilitar todo o processo de permissões do blogue.

A1 – Descrição breve do processo de criação do blogue.

Na Unidade Curricular de T. C. E. II foi proposto ao grupo de trabalho a criação de um portefólio digital (blogue) para a colocação dos trabalhos que vão sendo desenvolvidos no decorrer do semestre.
Como a maioria das pessoas do grupo nunca tinha feito ou participado na construção de um blogue, aquilo que se fez em primeiro lugar foi pesquisar na internet portefólios realizados anteriormente por alunos do mesmo curso. Encontrámos alguns. Foram muito úteis para ficarmos com uma ideia geral de como dar início ao trabalho.
Outra tarefa, sempre difícil, foi a escolha do nome para o nosso blogue. Depois de algum jogo de palavras e de combinações, concordámos com o seguinte: tce-tecnoeducar.blogspot.com. Tce, porque são as iniciais da Unidade Curricular e tecnoeducar pois as tecnologias são também ferramentas importantes para educar.
O passo seguinte foi abrir na internet a página do Blogger. Depois da colocação do email e da password para iniciar a sessão, seguimos as indicações fornecidas e criámos o blogue.

Referências/Fontes:
http://educacaoemaccao.blogspot.com, acedido em 09-03-2009
http://alunaseducaminho.blogspot.com, acedido em 09-03-2009
https://www.blogger.com/start, acedido em 09-03-2009
http://pt.wikipedia.org/wiki/Blogger, acedido em 09-03-2009
http://tce2grupo6.blogspot.com/, acedido em 09-03-2009

Boas Vindas!



Olá a todos!
Este é um blogue em construção permanente, onde os alunos do grupo de trabalho número 7 de Tecnologia e Comunicação Educacional II - Ana Calas, Elisabete Rocha, Fernanda Vieira, Joaquim Loureiro, Lúcia Rebelo e Susana Antunes - irão colocar os seus trabalhos.
Sejam bem-vindos!