(Em associação com o filme «The Machine is Us» e o extracto «Saramago e Janela da Alma»)
O filme EPIC 2014 testemunha a dimensão gigantesca das tecnologias e a sua vertiginosa evolução. Marca a passagem de uma sociedade industrializada para uma sociedade de informação/conhecimento. Explica como, cada vez mais, num curto espaço de tempo, uma novidade se torna obsoleta evidenciando o poder incontornável da adaptabilidade humana.
Com todas estas modificações crescentes, parece natural que todos nos sintamos ainda aturdidos e não menos expectantes quanto ao nosso incerto futuro após 2015. EPIC, patenteia ainda a nossa vulnerabilidade e impotência face ao domínio das novas tecnologias no controle subtil da nossa individualidade.
A possibilidade de aceder à informação no momento é uma das consequências das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no nosso dia-a-dia, com reflexos importantíssimos na nossa educação. Informação escrita, de imagem, de som e de vídeo, permitem-nos aceder a um sem número de possibilidades de um mundo que, apesar de ser virtual, tem reflexos na realidade.
Será que o EPIC nos quer dizer que as TIC personalizam a informação de cada usuário, utilizando para fins não muito claros, as suas escolhas, os seus hábitos de consumo, os seus interesses e a sua rede social?
Está em causa o monopólio e manipulação da informação, muitas das vezes falsa e sensacionalista, com vista a atingir um dos direitos fundamentais de cada cidadão: a sua liberdade.
A democratização/globalização, expressões politicamente correctas das TIC, na verdade, não são mais que a sua massificação. Esta situação esconde o perigo do controlo mundial que as grandes empresas multinacionais podem exercer nas sociedades, bem como o emergir de novas formas de pensamento que poderão ser impostas subtilmente aos cidadãos. A globalização poderá tender para a uniformização: do indivíduo e da sociedade.
Este é o totalitarismo sem rosto a que José Saramago se refere em «Janela da alma». A máquina invisível que nos empurra, que nos direcciona a todos no mesmo sentido. É esta pressão ou força brutal que nos torna todos iguais, porque, acríticos, nos mantém escravos numa caverna globalmente planetária. Agora o Homem vive na escravatura das suas próprias ilusões, fantasias e ideais onde o que interessa são, unicamente, os bens materiais. Tudo isto em nosso favor ou a favor da saúde económica das multinacionais, especialistas em produzir desejos e necessidades supérfluas?
«The machin is Us» é, em si mesmo, um excelente exemplo da potencialidade da Web 2.0, contudo aconselha-se prudência. O filme deverá fazer as pessoas reflectirem sobre a sua relação com as tecnologias. Será que estamos a alimentar a máquina? Ou é a máquina que nos usa a nós?
O vídeo examina as mudanças que a tecnologia on-line traz à interacção humana, mostrando a evolução da World Wide Web e as suas implicações sociais e económicas. Estar em rede foi, é e será sempre uma oportunidade, que poderá ser usada em nosso favor, ou, mais frequentemente contra nós, pois poderemos ser programados por alguém que nos conhece muito bem.
A prudência apela para que o desenvolvimento quantitativo que as novas tecnologias nos proporcionam, possa desembocar num retrocesso qualitativo que, no pior dos cenários, vislumbre a extinção da espécie humana tal qual a conhecemos.
Mesmo com as TIC, o mundo continua substancialmente o mesmo: nas desigualdades, na fome, na guerra, na pobreza e na manipulação dos mais vulneráveis. Esta pode ser também a cegueira a que José Saramago se refere, uma cegueira branca, antítese do nada do escuro, mas plena de tudo que a força da luz teima em ofuscar.
O filme EPIC 2014 testemunha a dimensão gigantesca das tecnologias e a sua vertiginosa evolução. Marca a passagem de uma sociedade industrializada para uma sociedade de informação/conhecimento. Explica como, cada vez mais, num curto espaço de tempo, uma novidade se torna obsoleta evidenciando o poder incontornável da adaptabilidade humana.
Com todas estas modificações crescentes, parece natural que todos nos sintamos ainda aturdidos e não menos expectantes quanto ao nosso incerto futuro após 2015. EPIC, patenteia ainda a nossa vulnerabilidade e impotência face ao domínio das novas tecnologias no controle subtil da nossa individualidade.
A possibilidade de aceder à informação no momento é uma das consequências das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no nosso dia-a-dia, com reflexos importantíssimos na nossa educação. Informação escrita, de imagem, de som e de vídeo, permitem-nos aceder a um sem número de possibilidades de um mundo que, apesar de ser virtual, tem reflexos na realidade.
Será que o EPIC nos quer dizer que as TIC personalizam a informação de cada usuário, utilizando para fins não muito claros, as suas escolhas, os seus hábitos de consumo, os seus interesses e a sua rede social?
Está em causa o monopólio e manipulação da informação, muitas das vezes falsa e sensacionalista, com vista a atingir um dos direitos fundamentais de cada cidadão: a sua liberdade.
A democratização/globalização, expressões politicamente correctas das TIC, na verdade, não são mais que a sua massificação. Esta situação esconde o perigo do controlo mundial que as grandes empresas multinacionais podem exercer nas sociedades, bem como o emergir de novas formas de pensamento que poderão ser impostas subtilmente aos cidadãos. A globalização poderá tender para a uniformização: do indivíduo e da sociedade.
Este é o totalitarismo sem rosto a que José Saramago se refere em «Janela da alma». A máquina invisível que nos empurra, que nos direcciona a todos no mesmo sentido. É esta pressão ou força brutal que nos torna todos iguais, porque, acríticos, nos mantém escravos numa caverna globalmente planetária. Agora o Homem vive na escravatura das suas próprias ilusões, fantasias e ideais onde o que interessa são, unicamente, os bens materiais. Tudo isto em nosso favor ou a favor da saúde económica das multinacionais, especialistas em produzir desejos e necessidades supérfluas?
«The machin is Us» é, em si mesmo, um excelente exemplo da potencialidade da Web 2.0, contudo aconselha-se prudência. O filme deverá fazer as pessoas reflectirem sobre a sua relação com as tecnologias. Será que estamos a alimentar a máquina? Ou é a máquina que nos usa a nós?
O vídeo examina as mudanças que a tecnologia on-line traz à interacção humana, mostrando a evolução da World Wide Web e as suas implicações sociais e económicas. Estar em rede foi, é e será sempre uma oportunidade, que poderá ser usada em nosso favor, ou, mais frequentemente contra nós, pois poderemos ser programados por alguém que nos conhece muito bem.
A prudência apela para que o desenvolvimento quantitativo que as novas tecnologias nos proporcionam, possa desembocar num retrocesso qualitativo que, no pior dos cenários, vislumbre a extinção da espécie humana tal qual a conhecemos.
Mesmo com as TIC, o mundo continua substancialmente o mesmo: nas desigualdades, na fome, na guerra, na pobreza e na manipulação dos mais vulneráveis. Esta pode ser também a cegueira a que José Saramago se refere, uma cegueira branca, antítese do nada do escuro, mas plena de tudo que a força da luz teima em ofuscar.
Acesso ao filme «EPIC 2014»:
Acesso ao filme «The Machine is Us»:
Acesso ao extracto «Saramago e Janela da Alma»:
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